Nossa Paróquia

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terça-feira, 17 de julho de 2012

LITURGIA - Pe. GERALDO





LITURGIA

NA CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA FORMAMOS UM CORPO RESSUSCITADO



         Ao longo de toda a história das comunidades cristãs, a celebração do domingo, dia do Senhor, tem sido um momento marcante. Neste dia afirmamos, comemoramos, celebramos a ressurreição de Jesus, a vitória da vida sobre a morte.
         E é por isso que nossa missa dominical – quando é bem entendida – tem caráter festivo. É um encontro alegre e esperançoso, sem ocultar os problemas da vida. É páscoa. Páscoa semanal. Faz-nos ver toda a vida vivida à luz da ressurreição. Faz-nos reconhecer dentro dos acontecimentos da vida pessoal, comunitária e social, a presença dinâmica e transformadora de Cristo Ressuscitado e de seu Espírito. E é por isso que cantamos, acendemos velas, o Círio Pascal e até incenso. Vestimos uma roupa melhor e colocamos flores e folhagens ou outros enfeites para dar um ar festivo ao local da celebração.
       Mais: com a aspersão da água lembramos o nosso batismo, pelo qual fomos incorporados no Cristo Ressuscitado. Incorporados! Nele formamos um só corpo, um corpo comunitário. É corpo que ressuscita, alimentando-se da Palavra, do Pão e do Vinho que são para nós o Corpo de Cristo Ressuscitado. Quando a água vai respingando em nosso corpo, ou quando colocamos a mão na pia batismal, podemos dizer: “Senhor, tu nos renovas, tu nos fazes passar da morte para a vida, tu transfiguras por dentro, transformas o nosso corpo tão machucado pela vida, em corpo ressuscitado, pela força do teu Espírito!”
      A própria assembleia reunida para celebrar torna-se assim sinal de ressurreição para o mundo, para a sociedade. É possível que alguém comente: “Como pode? Este povo sofre tanto; como é que pode ficar tão alegre assim e fazer festa?”

Pe. Geraldo José dos Santos Júnior
Coord. Diocesano de Liturgia


PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS




A Liturgia Eucarística acompanha em grandes linhas os gestos de Jesus na Última Ceia. Ele os retoma conosco em cada Celebração Eucarística, pelo sagrado memorial: toma o pão e o cálice com vinho, dá graças, parte o pão e nos dá como alimento.
      O primeiro gesto na Liturgia Eucarística é a apresentação das oferendas e a preparação da mesa. Pão e vinho são trazidos, simbolizando toda a nossa realidade: fruto da terra, fruto da videira e do trabalho humano.
      E o que fazemos, neste momento da celebração, com o pão e o vinho? Colocamos sobre o Altar e bendizemos a Deus que em sua bondade nos proporcionou tudo isso. O sacerdote toma a patena com o pão e reza em silêncio: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar pão da vida”. Em seguida toma o cálice e reza: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar vinho da salvação”. Assim, não é propriamente um ofertório. Nada oferecemos neste momento. Estamos apenas preparando a oferta, a oblação que será feita na oração eucarística, no memorial do Senhor, quando toda a nossa vida é entregue ao Pai e assumida no mistério pascal de Jesus.
     Na preparação das oferendas, temos o costume de trazer muitos outros símbolos do nosso viver além do pão e do vinho. Podem variar de acordo com o momento litúrgico ou com os acontecimentos na vida da comunidade: flores, instrumentos de nosso trabalho, o dinheiro do dízimo e da coleta para o sustento da comunidade...
       Este momento da preparação das oferendas costuma ser um dos mais criativos, alegres e descontraídos. Uma grande alegria toma conta de nós neste momento, ao trazer tudo isso para o altar, em sinal de nossa gratidão e de nossa disponibilidade de colocar nossa vida a serviço de Deus e dos irmãos, como fez Jesus. É a alegria da entrega, da doação. Por isso, em geral, este momento é acompanhado de cantos e dança. É como se toda a nossa vida fosse se encaminhando para entrar no movimento da oblação, da entrega de Jesus ao Pai. Geralmente, a oração sobre as oferendas costuma expressar esta passagem da preparação das oferendas para a oblação na oração eucarística.
      Alguns outros gestos completam este momento ritual. Um pouco de água é colocada no cálice com vinho, conforme antigo costume judaico. O presidente da celebração lava as mãos, gesto prático, que era necessário antigamente (quando o povo entregava neste momento os alimentos para o sustento do clero e para os pobres) e que foi transformado num rito penitencial do presidente.
     Em missas festivas, o presidente da celebração incensa o pão e o vinho, o altar e um outro ministro incensa o presidente e o povo.
     O mais importante é que este momento tão dinâmico da preparação das oferendas não se perca na hora em que iniciamos a oração eucarística. Esta deve vir em continuidade com a preparação das oferendas. O objetivo, a meta da preparação das oferendas é aquilo que acontece depois. O ponto alto para o qual a preparação das oferendas nos encaminha é a oração eucarística.



ESTRUTURA DA PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS
 Preparação do altar;

 Canto durante a preparação das oferendas ou silêncio ou música instrumental;

 Procissão com as oferendas;

 Apresentação do pão (“Bendito sejais, Senhor, Deus do universo pelo pão...”);

 Mistura da água no vinho (“Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade”);

 Apresentação do vinho (“Bendito sejais, Senhor, Deus do universo pelo vinho...”);

 Oração silenciosa do presidente (“De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido, que vos agrade, Senhor, nosso Deus”);

 Incensação das oferendas e do altar, pelo presidente;

 Incensação do presidente e do povo, pelo diácono ou outro ministro;

 “Lavabo”: o presidente lava as mãos em silêncio (“Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados”);

 Convite à oração sobre as oferendas (“Orai, irmãos e irmãs, para que nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso”);

 Resposta da assembleia (“Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja”);

 Oração sobre as oferendas.
Pe. Geraldo José dos Santos Júnior
Coordenador Diocesano da Equipe de Liturgia



NA LITURGIA HÁ DUAS MESAS

     Na passagem do encontro dos dois discípulos com o Senhor Ressuscitado na volta de Jerusalém para Emaús (Lc 24, 13-35), percebemos claramente duas cenas distintas. A primeira cena passa-se no caminho, os três conversando. A segunda cena acontece em casa, a convite dos dois discípulos e aí os dois reconhecem Jesus na fração do pão.
     Em nossa missa atual, percebemos esta mesma estrutura: a liturgia da Palavra e a liturgia da Eucaristia como duas partes importantes, enquadradas pelos ritos iniciais e os ritos finais.
     A liturgia da Palavra é mais que uma “preparação” para a liturgia eucarística. Nela, Cristo está presente e nos oferece sua vida em comunhão. É por isso que falamos de duas mesas: a mesa da Palavra e a mesa Eucarística. Nestas duas mesas recebemos o alimento para a nossa vida de fé.
      A Liturgia da Palavra se faz em torno da estante da Palavra; o altar deveria ser usado somente para a liturgia da Eucaristia. Assim como o altar, a estante da palavra deveria ter um lugar de destaque na Igreja; deveria ser vista com facilidade por todas as pessoas participantes. Quando olhamos para a estante, quando olhamos o ministro que proclama as passagens bíblicas, para o salmista que canta o salmo ou para quem proclama o “Exulte” da Vigília Pascal, olhamos para Cristo. (Da estante podem ser feitas também a homilia e as preces dos fiéis. Não é bom que seja usada para outras funções).
      Entre o momento da Palavra e o momento da Eucaristia, cabe como que um momento de pausa, um momento de passagem. Um bom silêncio pode nos ajudar a fazer esta passagem: deixamos a palavra ouvida fazer morada em nosso coração.
      No entanto, é importante perceber que não se trata de dois momentos desligados um do outro. Os dois momentos nos ajudam a viver um único encontro, com uma mesmo pessoa: Jesus Cristo. Como aos discípulos de Emaús, primeiro nos fala, conversa sobre nossa vida, à luz das Sagradas Escrituras, e, depois, preside a fração do pão, a liturgia Eucarística.
      Como podemos em nossa vivência celebrativa unir mais estes dois momentos? Como viver mais profundamente a relação que existe entre os dois? Vamos prestar atenção a três “ganchos” importantes, para aproveitá-los bem: a homilia, o prefácio e o canto de comunhão.
      A homilia aquece nosso coração e nos introduz na realização sacramental do mistério anunciado na palavra proclamada: aquilo que é dito na liturgia da Palavra, acontece conosco, sacramentalmente, na liturgia eucarística. E a homilia precisa dizer isso, explicitar esta ligação, convidar para a entrega à pessoa do Senhor, através da Celebração Eucarística.
      No prefácio retornamos, agora em forma de louvor, tudo o que o Senhor fez por nós e que foi anunciado na liturgia da palavra. A escolha do prefácio se fará, levando em conta a festa ou o tempo litúrgico.
       O canto de comunhão deveria preferencialmente retomar ou evocar o evangelho do dia, de modo que nos leve a nos unir e nos comprometer com o Senhor, do jeito como se apresentou na liturgia da palavra. Cada comunhão eucarística nos permite assim vivenciar matizes espirituais sempre novos, enriquecidos e desafiadores fazendo amadurecer nosso seguimento a Jesus.



Pe. Geraldo José dos Santos Júnior
Coordenador Diocesano da Equipe de Liturgia



NA CELEBRAÇÃO LITÚRGICA É CRISTO QUE FALA


       Depois da oração inicial feita pelo presidente, o leitor vai até à estante da Palavra para fazer a leitura de uma passagem bíblica. Estamos iniciando a chamada “liturgia da Palavra”. Ouviremos um trecho do Antigo Testamento, ou dos Atos dos Apóstolos, quando estamos no tempo pascal. Cantaremos um salmo. Ouviremos uma parte das Cartas de um dos Apóstolos: Paulo, Pedro ou Tiago... Aclamaremos o Evangelho que será proclamado solenemente. As leituras bíblicas serão comentadas, relacionadas com nossa realidade. Faremos a nossa profissão de fé e nossas preces comunitárias.
       Não se trata de uma aula de Bíblia. As passagens escolhidas não nos interessam apenas como fato de antigamente, de muito tempo atrás. Para nós, as leituras escutadas e meditadas na assembleia reunida são a Palavra viva e atual do Senhor. “É Cristo que fala”, diz o documento do Concílio Vaticano II sobre a Sagrada Liturgia (art. 7). É o Cristo Ressuscitado que se coloca em meio às discípulas e discípulos reunidos e tem uma palavra de vida, de orientação, de consolo, de esperança, de convocação..., na realidade difícil e complicada na qual vivemos. Ele faz isso através de seu Espírito presente no povo reunido, no ministério dos leitores e de quem faz a homilia.
       Sentados aos pés de Jesus, ou em pé ao redor dele, abrimos o ouvido e o coração. Acolhemos a boa palavra, a boa notícia. Deixamos que faça em nós seu trabalho criador, renovador, que cure nossas feridas, desperte nosso desejo, reanime nossas forças... De novo, ao ouvir a Palavra de Jesus, os cegos veem, os surdos ouvem, os coxos andam, os pobres se libertam e se alegram...E é por isso que respondemos depois das leituras e da proclamação do Evangelho: “Palavra do Senhor!” – “Palavra da Salvação!”
       Na liturgia da Palavra os textos bíblicos, proclamados e meditados, se tornam palavra viva, palavra que vem alimentar nossas vidas, no aqui e agora de nossa realidade. Mas, convém perguntar: como é que acontece? Como isso é feito?
        Na longa tradição judaico-cristã, o povo percebe Deus atuando nos acontecimentos de sua vida diária e em sua caminhada histórica. O fato mais marcante relatado e retomado constantemente em muitas páginas da Bíblia é certamente a saída (o êxodo) do povo que estava vivendo na escravidão do Egito. O povo tinha consciência de que era Deus que os havia libertado de maneira maravilhosa, por isso agradecia, cantava e fazia festa.
         Fatos como estes foram sendo contados de pais para filhos, atravessando muitas gerações, e mais tarde foram também anotados por escritos. Contados ou lidos, estes fatos ficaram, e ficam até hoje, como ponto de referência para percebermos a presença atuante, libertadora de Deus dentro do momento histórico atual. Foi desta forma que nasceu o Novo Testamento, que apresenta como fato mais marcante da história do povo de Deus a vida de Jesus, reconhecido como Messias, como Filho de Deus. As primeiras comunidades cristãs relacionaram os acontecimentos da sua vida com os textos da Lei, dos Profetas, dos Salmos e viram nesta realidade o próprio Cristo falando à sua Igreja.

Pe. Geraldo Jr.
Coordenador da Liturgia Diocesana


LITURGIA DA PALAVRA, DIÁLOGO DA ALIANÇA




       Na celebração litúrgica, depois da oração inicial feita pelo presidente, o leitor vai até à estante da Palavra e se prepara para fazer a leitura de uma passagem bíblica. Estamos iniciando a chamada “Liturgia da Palavra”. Ouviremos um trecho do Antigo Testamento, ou dos Atos dos Apóstolos, quando estamos no tempo Pascal. Cantaremos um Salmo. Ouviremos uma parte das cartas de um dos apóstolos: Paulo ou Pedro ou Tiago...Aclamaremos o Evangelho que será proclamado solenemente. As leituras bíblicas serão comentadas, relacionadas com nossa realidade. Faremos a nossa profissão de fé e nossas preces comunitárias.
     Não se trata de uma aula de Bíblia. As passagens escolhidas não nos interessam apenas como fatos de antigamente, de muito tempo atrás. Para nós, as leituras escutadas e meditadas na assembleia reunida são a palavra viva e atual do Senhor. “É Cristo que fala”, diz o documento do Concílio Vaticano II sobre a Sagrada Liturgia (art. 7). É o Cristo Ressuscitado que se coloca em meio às discípulas e discípulos reunidos e tem uma palavra de vida, de orientação, de consolo, de esperança, de convocação..., na realidade difícil e complicada na qual vivemos. Ele faz isso através de seu Espírito presente no povo reunido, no ministério dos leitores e de quem faz a homilia.
     Sentados aos pés de Jesus, ou em pé ao redor Dele, abrindo o ouvido e o coração. Acolhemos a boa palavra, a boa notícia. Deixamos que faça em nós seu trabalho criador, renovador, que cure nossas feridas, desperte nosso desejo, reanime nossas forças... De novo, ao ouvir a palavra de Jesus, os cegos veem, os surdos ouvem, os coxos andam, os pobres se libertam e se alegram... E é por isso que respondemos depois das leituras e da proclamação do Evangelho: “Palavra do Senhor!” – “Palavra da Salvação!”
      Na liturgia da Palavra os textos bíblicos, proclamados e meditados, se tornam palavra viva, palavra que vem alimentar nossas vidas, no aqui e agora de nossa realidade. Mas convém perguntar: como é que isso acontece? Como isso é feito?
      Na longa tradição judaico-cristã, o povo percebe Deus atuando nos acontecimentos de sua vida diária e em sua caminhada histórica. O fato mais marcante relatado e retomado constantemente em muitas páginas da Bíblia é certamente a saída (o êxodo) do povo que estava vivendo na escravidão do Egito. O povo tinha consciência de que era Deus que os havia libertado de maneira maravilhosa, por isso agradecia, cantava e fazia festa.
       Fatos como estes foram sendo contados de pais para filhos, atravessando muitas gerações, e mais tarde foram também anotados por escrito. Contados ou lidos, estes fatos ficaram, e ficam até hoje, como ponto de referência para percebermos a presença atuante, libertadora de Deus dentro do momento histórico atual. Foi desta forma que nasceu o Novo Testamento, que apresenta como fato mais marcante da história do povo de Deus a vida de Jesus, reconhecido como Messias, como Filho de Deus. As primeiras comunidades cristãs relacionaram os acontecimentos da sua vida com os textos da Lei, dos Profetas, dos Salmos e viram nesta realidade o próprio Cristo falando.
      A escolha de uma passagem da Sagrada Escritura não é feita arbitrariamente, ao acaso. Existem listas, preparadas após longos estudos, com indicações das três leituras e o salmo para cada domingo. A preocupação fundamental foi a de possibilitar ao cristão que participa regularmente da missa dominical conhecer os quatro evangelhos completos e partes significativas dos vários livros da Bíblia, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.
      Resolveu-se repartir as leituras ao longo de três anos, e caracterizar cada um destes anos por um dos evangelhos chamados “sinóticos”. Assim temos o chamado “ano A”, no qual lemos seguidamente o evangelho de Mateus, o “ano B” com o evangelho de Marcos e o “ano C” dedicado ao evangelho de Lucas. O evangelho de João é lido em parte no ano B, junto com Marcos, e em parte nas festas e tempos fortes do ano litúrgico, como a quaresma, o tempo pascal, etc.
     Há uma certa lógica igual para todos os anos: no início do tempo comum, ou seja, naquele domingo que separa o tempo do natal do tempo da quaresma, acompanhamos o início da missão de Jesus, com o chamamento dos discípulos, a proposta do Reino... No final do ano litúrgico, quando vamos chegando perto do advento, ouvimos as palavras de Jesus e das primeiras comunidades sobre “o fim do mundo”, ou sobre o sentido último de todas as coisas.
      A primeira leitura é uma passagem tirada do Antigo Testamento, escolhida em função do evangelho do dia. O salmo que vem a seguir é escolhido de acordo com a primeira leitura; é como que uma resposta a esta. A segunda leitura oferece os trechos principais das cartas do Novo Testamento, sem preocupação com as outras leituras. A aclamação ao evangelho muitas vezes tem um verso tirado do próprio evangelho do dia.
      Desta forma, domingo após domingo, temos a oportunidade de seguir Jesus nos caminhos de sua missão. Em cada um dos acontecimentos que ocorrem no caminho, Deus vai revelando o mistério de Jesus e nós vamos sendo convidados a aderir mais profundamente, mais apaixonadamente à sua causa.
      As leituras bíblicas escolhidas para os dias de semana seguem um esquema de dois anos: anos pares e anos ímpares. Há um evangelho para cada dia, igual nos dois anos. O que muda é a primeira leitura: há uma série para os anos pares e outra para os anos ímpares, alternando textos do Antigo e do Novo Testamento. O Salmo acompanha a primeira leitura.



Pe. Geraldo José dos Santos Júnior
Coordenador Diocesano da Equipe de Liturgia

 
RITOS INICIAIS, RITOS DE ACOLHIDA




        A missa só e possível porque nós resolvemos sair de casa, por isso a missa começa em casa. Os passos que vamos dando para ir de casa ao lugar da celebração tornam-se o símbolo de tantos passos dados durante a semana que passou e que agora vamos recolhendo.
      Ao entrar no recinto sagrado, a realidade que carregamos no corpo, na mente e no coração, entra junto conosco para a celebração. Ao transpor esse limiar reconhecemos que toda a nossa vida tem um ponto de chegada: Deus.
      Aliás, foi Deus, quem nos chamou. É em nome Dele que nos reunimos: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. É a Trindade que nos acolhe, pelo ministério da equipe de acolhimento e pelo presidente da assembleia que diz: “A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com vocês!” É por causa Dele que saímos de nossas casas. Viemos para adorar, para louvar e agradecer. Viemos para ouvir sua Palavra e suplicar pela vinda do Reino entre nós. Viemos para anunciar a morte do Senhor “até que Ele venha” e para proclamar a ressurreição. Viemos para sermos por Ele revestidos da força do alto e enviados em missão.
       A missa não é uma ação individual e muito menos individualista. Para celebrar a missa, somos chamados a constituir a assembleia litúrgica, a formar juntos um corpo comunitário, que reza, adora, bendiz, oferece, canta... a uma só voz, um só coração.
     Os ritos iniciais da missa são o momento para juntos buscarmos e criarmos este entrosamento, no Espírito de Jesus. A assembleia vai se estruturando como um corpo: procura agir como um conjunto, onde cada pessoa assume seu lugar, situando-se corretamente frente a Deus e em relação às outras pessoas.
      Os vários ministérios – presidência, leitores, animadores, equipe de acolhimento, cantores, instrumentistas, acólitos... – estão aí para ajudar a assembleia nesta tarefa, assegurando a participação de todos.
       A assembleia litúrgica é sinal, é sacramento da união de tudo e de todos em Deus, união esta que norteia todo o nosso viver. O acolhimento fraterno, o respeito a cada pessoa, a palavra aberta a todos, o pão e o vinho repartidos entre todos... tudo isso é um sinal muito forte de comunhão e participação.
      Os ritos iniciais da missa, desde a entrada até a oração inicial, têm por objetivo constituir a assembleia celebrante. Têm por objetivo fazer com que todas as pessoas presentes se unam num só corpo, num corpo comunitário, num corpo ressuscitado.
       A reunião se faz “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Acontece por conta do amor de Jesus: é graça de Deus. Por isso afirmamos: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!”
      Não só os ministros, mas todos os participantes devem acolher-se mutuamente. Sabemos que assim acolhemos o próprio Deus e que assim Deus nos acolhe. É o amor de Deus que circula e que nos faz assumir nossas diferenças, perdoar as faltas uns dos outros, unir nossas vozes num único canto, unir nossos passos num único caminhar.
       A entrada, a saudação do presidente, a recordação dos fatos mais marcantes da semana que passou, a aspersão com água ou o rito penitencial, o canto do “Glória”, tudo isso vai culminando na oração inicial que o presidente faz em nome da assembleia. Não mais como indivíduos soltos, mas como comunidade, nos colocamos diante de Deus: “Senhor! Pai Querido! Criador do céu e da terra! Ouvimos teu chamado. Viemos para ouvir tua Palavra. Queremos te louvar e agradecer e implorar tua ajuda. Queremos nos comprometer contigo, para que venha o teu Reino”.

Estrutura dos Ritos Iniciais.

(Atenção: nem todos estes elementos entrarão em todas as missas!)

• Procissão de entrada e/ou Canto inicial;
• Beijo do altar;
• Incensação de quem preside;
• Saudação de quem preside;
• Abraço de acolhida;
• Apresentação e acolhida das pessoas visitantes, lembrança das pessoas ausentes;
• Recordação da vida – introdução ao mistério celebrado;
• Rito penitencial ou Aspersão com água;
• Ladainha do “Kyrie” (Senhor, tende piedade de nós);
• Hino “Glória a Deus nas alturas...”.
Oração Inicial (Coleta)



Pe. Geraldo José dos Santos Júnior
Coordenador da Equipe Diocesana de Liturgia


Advento – Tempo de preparação para o Natal do Senhor


      Na sua riqueza teológica, o Advento considera todo o mistério da vinda do Senhor na história até o seu desfecho total. Esses eventos estão interligados mutuamente por diversos mistérios.
       Neste tempo tão rico, a Igreja faz memória da dimensão histórica da salvação: celebra o Deus que age nos acontecimentos da história para salvar. Assim, percebemos que o Advento é o tempo litúrgico que recorda a história como lugar da atuação e salvação de Deus.
     Este tempo também recorda uma verdade essencial: a conotação missionária. A Igreja atualiza a missão de Cristo ajudando os homens a perceber o Reino e a interiorizá-lo no seu coração. De modo que nele se aprofunda o significado autêntico da missão.
     O Advento apresenta o Deus da libertação que entra nos corações dos homens, como protetor da causa dos pobres e oprimidos. A missão, à luz do advento, suscita a esperança dos fracos e humildes e não apoia os poderosos deste mundo. Ele nos faz compreender o mistério salvífico e ajuda-nos a empenhar-nos no anúncio e testemunho do Reino de Deus. Na sua dimensão espiritual, a liturgia do Advento é um convite ao cristão para viver a expectativa vigilante e alegre do Senhor que vem, a esperança, a conversão e a pobreza.
     O olhar dos cristãos, no tempo do Advento, se fixa na esperança segura do cumprimento final, a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, a uma só voz dizemos: "Maranatha: vem, Senhor Jesus". Toda a Igreja anseia por isso e todo o nosso peregrinar nesta terra visa este encontro glorioso com o Senhor. É uma expectativa vigilante acompanhada do convite à alegria, porque aquilo que esperamos certamente acontecerá.
     No Advento, a Igreja reconhece que o Deus de Jesus Cristo é o Deus da esperança. Este tempo nos educa para a esperança.
     O tempo do Advento suscita a luta contra o torpor e a negligência, requer prontidão e por isso conversão. A espera vigilante pelo Senhor que vem, nos convida à mudança de vida frente aos prazeres e bens terrenos, exigindo sobriedade e renúncia aos excessos e a tudo aquilo que desvia o cristão da vinda do Senhor.
         Assim, a espiritualidade do Advento se caracteriza pela espiritualidade do pobre que confia em Deus e se apoia n'Ele.

Pe. Geraldo José dos Santos Júnior
Coordenador Diocesano de Liturgia


DOMINGO DA PÁSCOA E VIGÍLIA PASCAL



      Chamamos Domingo de Páscoa e Vigília Pascal, porque para a Liturgia o domingo já começa com o por do sol, segundo a tradição judaica. Assim, o Domingo Pascal tem início no Sábado Santo, depois que o sol se esconde.
       Poucas celebrações litúrgicas são tão ricas de conteúdo e de símbolismo como a Vigília Pascal. O coração de todo o ano litúrgico do qual se irradiam todas as outras celebrações, é esta vigília que culmina com a oferta do sacrifício pascal de Cristo. Nesta noite santa a Igreja celebra de modo sacramental mais pleno, a obra da redenção e da perfeita glorificação de Deus, como memória, presença e expectativa. É por tudo isso que esta vigília é chamada de “a mãe de todas as vigílias”.
     Nesta noite, as comunidades se reúnem para celebrarem, o memorial da páscoa, da passagem.
       Por isso o simbolismo fundamental da celebração da vigília é ser “uma noite iluminada”, ou melhor uma noite vencida pelo dia, demonstrando mediante os sinais que a vida da graça brotou da morte de Cristo. É o simbolismo da passagem das trevas para a luz, da noite para o dia ou ainda, a luz que vence as trevas. Este simbolismo exprime melhor que tudo, a realidade do mistério pascal: a passagem de Israel da escravidão para a liberdade: a passagem de Cristo da morte para a vida gloriosa, a passagem dos fiéis em Cristo do pecado para a vida divina. Esta realidade é cantada divinamente no “precônio pascal” ou Exultet.
    Nesta noite relembramos a noite em que o Senhor Deus fez sair do Egito o povo Hebreu: “Esta noite, durante a qual o Senhor velou para os fazer sair do Egito, deve ser para todos os israelitas uma vigília para o Senhor, em todas as suas gerações” (Ex 12, 42).
     A Vigília Pascal é festa batismal. Pelo batismo, nós atravessamos a água do Mar Vermelho e começamos a participar do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Pelo Batismo morremos e ressuscitamos com Ele.
    A sequência da Vigília Pascal é composta de quatro grandes partes:

   Solene Início da Vigília ou “Lucernário” (bênção do fogo, preparação do Círio, procissão e anúncio da páscoa) - A primeira parte da Vigília celebra a luz de fato. Cristo, que, especialmente com sua ressurreição, é a luz do mundo (Jo 1,9; 9,12; 12, 35-36). O Círio Pascal é símbolo de Cristo ressuscitado. As velas acesas no Círio são símbolos da vida nova, que o Senhor nos comunica, através do Espírito Santo na sua ressurreição.
       Depois de acender o Círio, todos seguem em procissão, seguindo a grande coluna de fogo até o interior do templo onde, solenemente o Círio é apresentado. Os fiéis acendem suas velas, acendem-se as luzes da Igreja e canta-se o “Precônio Pascal”, o chamado Exultet.
     Liturgia da Palavra - Depois da bênção e do anúncio pascal, a Igreja medita as maravilhas que o Senhor realizou em prol do seu povo desde o início, confiando na sua palavra e na sua promessa. Estão previstas sete leituras. Não podendo ser feitas todas, devem-se fazer pelo menos quatro, entre as quatro não podem faltar a de Ex14, que relata a travessia do Mar Vermelho, símbolo do batismo. Um ponto alto da Liturgia da Palavra é o canto solene do “Aleluia” com o salmo 117 e a Proclamação do Evangelho da Ressurreição.
      Liturgia Batismal - Ladainha de todos os santos, bênção da água, celebração de eventuais batismos, renovação das promessa batismais. A Igreja, desde os primeiros séculos, ligou a celebração do batismo à noite pascal. Uma profunda e sugestiva teologia pascal-batismal está fundada no texto Paulino que apresenta o batismo como uma imersão na morte de Jesus (Rm 6,3-4).
      Liturgia Eucarística - Neste momento se celebra a Eucaristia. Prepara-se o Altar com os dons do pão e do vinho. E nesta hora temos, de sobra, motivos para dar graças e bendizer a Deus: “Cristo venceu a morte, ressuscitou, como havia dito, Aleluia!!”

Pe. Geraldo José dos Santos Júnior
Coordenado Diocesano










DIOCESE



Oração do Jubileu Diocesano


       Ó Pai, nosso Criador, ao celebrarmos o Jubileu Áureo de Criação de nossa Diocese de Palmares, nós vos louvamos e agradecemos pelas vossas incontáveis graças que nos permitiram permanecer fiéis à fé católica. Dai-nos sempre a graça da fé, da perseverança e da fidelidade.
       Ó Jesus, nosso Redentor, como aos Apóstolos, continuais nos enviando em missão, a fim de que, fiéis à nossa vocação batismal, sejamos missionários e missionárias do vosso Reino. Dai-nos sempre a graça da esperança, da participação e da comunhão.
       Ó Espírito Santo, nosso Consolador, auxiliai-nos com os vossos dons, para que cresçamos na consciência de sermos uma Igreja servidora, junto aos irmãos e irmãs de nosso meio e de nosso tempo. Dai-nos sempre a graça da fortaleza, da caridade e da unidade.
      Ó Maria, intercedei por nós junto ao Pai, para que, “Unidos em Cristo”, continuemos “irmanados na Missão”, na unidade do Espírito Santo. Amém.


HINO DO JUBILEU DA DIOCESE DE PALMARES




1- Filhos de Deus venham todos,/ vamos louvar o Senhor,/ com toda nossa alegria/ com todo nosso amor./ Cinquenta anos de história/ nossa Diocese em missão/ unidos como família/ em Jesus Cristo nosso irmão.
Vamos juntos bendizer/ o Sagrado Coração/ unidos em Jesus Cristo/ cinquenta anos em missão.

2 - Com desejo de unidade/ que ardia em seu coração/ nosso primeiro Bispo iniciou a missão./ Foi Dom Acácio o Pastor/ que o Senhor escolheu/ para cuidar do rebanho/ da Diocese que nasceu.

3 - Somos de vários setores/ do agreste e do litoral/ da zona canavieira/ somos da zona rural./ Embora muitos, Senhor/ somos um só coração/ a Diocese reunida/ em alegria e gratidão.
4 - Somos um povo sofrido,/ mas não perdemos a fé/ unidos em Jesus Cristo/ fazendo o que Ele disser./ E como a Virgem Maria,/ por ti queremos viver./ Fica conosco, Senhor/ aumenta sempre em nós a fé.
5 - Ó Pai, nós te agradecemos/ e te pedimos em prece/ por todos os que passaram / pela nossa Diocese./ Saúde e paz para os vivos/ e a tua bênção também/ e aos que se foram rogamos/ a tua graça e luz, amém.

6 - Por fim queremos, Senhor/ outra vez te agradecer/ por tudo o que Tu fizeste,/ por tudo que vais fazer./ Exultem os céus e a terra,/ exultem todos os mares,/ pelo Jubileu de Ouro/ da Diocese dos Palmares.


ORAÇÃO DA DIOCESE DE PALMARES
POR SEU POVO

           Pai todo-poderoso, dispensador de todos os bens, nós vos damos graça por todos os benefícios recebidos no curso deste ano de 2012. E vos suplicamos que não abandoneis os vossos servos e servas ao longo do ano que se aproxima concedendo a todos paz e prosperidade.
         Por meio do Sagrado Coração de Jesus, em cujo Santuário nos unimos em oração, guardai-nos sempre sob vossa proteção fortalecendo os laços de união entre todos os que fazem a Diocese dos Palmares e inspirando na realização do bem comum aqueles que são chamados a governar o vosso povo.
        Olhai com ternura os vossos filhos e filhas, de modo particular os empobrecidos e injustiçados, sofridos e oprimidos pelas diversas e dolorosas situações humanas que os afligem.
       Que o vosso Espírito os mantenha na esperança e na confiança em dias melhores.
       Tomai como propriedade vossa os municípios que compreendem a nossa Igreja Particular: Palmares, Água Preta, Joaquim Nabuco, Xexéu, Catende, Maraial, Jaqueira, Ribeirão, Gameleira, Cortês, Cupira, Lagoa dos Gatos, Belém de Maria, Tamandaré, Barreiro, São José da Coroa Grande, Rio Formoso e Sirinhaém, a fim de que seus habitantes, livres de preconceitos e discórdias tornem-se sujeitos de um novo amanhecer em que brilhe sempre a vossa luz gloriosa.
       Enfim, ó Deus de bondade, ajudai-nos a acolher o dom da santidade para merecer, um dia, a graça dos bens eternos. Nós vos pedimos em nome de Jesus, vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém!

 
Oração das Santas Missões Populares

        Deus Pai, Senhor da vida e da história, consciente da nossa missionariedade que nasceu do nosso Batismo, na condição de missionários e missionárias da Diocese de Palmares, assumimos o compromisso de anunciar vosso Filho às famílias de nossas Paróquias e áreas missionárias, especialmente junto àqueles católicos afastados que perderam o encanto pela Igreja e pela vida.
       Deus Filho, nosso irmão e Salvador, acompanhai-nos em nossa missão de evangelizar os jovens, ajudando-os a conhecer o vosso projeto de vida em plenitude, de modo a se tornarem missionários e missionárias no meio de seus amigos e companheiros, colocando-se, especialmente, ao lado daqueles que estão mais expostos aos perigos do dia-a-dia da vida, em sua convivência social.
      Deus Espírito Santo, fonte de comunhão e unidade na Igreja, fortalecei-nos em nossas disposições de criar comunidades missionárias no meio rural e nas periferias urbanas, para que, alimentadas pela Palavra e pela Eucaristia, cresçam na experiência da vida cristã.
     Trindade Santa, ajudai-nos a assumir nosso compromisso de missionários e missionárias, comprometidos com os mais pobres de nossas comunidades, a exemplo de Maria, discípula e missionária solidária. Amém!



Hino de Acolhida Pastoral de Dom Genival
Paróquia de São José - Joaquim Nabuco



A Paróquia de São José
Aproveita e renova sua fé,
Acolhendo com amor,
Aquele que vem em nome do Senhor.

Nossa Cidade com alegria,
Implora as bênçãos de José e de Maria
Para quem tem a missão
De ser deste povo guardião

Senhor Supremo é Jesus
Que ilumina nossa Igreja com sua luz
E para conduzi-la, Ele deixou
O Bispo, que é dos apóstolos sucessor

Em favor dos homens, constituído
e por nosso Deus escolhido
Sê bem vindo Dom Genival/
Nós te acolhemos em visita pastoral.